ÉTICA E NOVAS TECNOLOGIAS (CONCLUSÃO) Marcondes Teles
http://bit.ly/1BpcPEG
Aristóteles diz que, o
centro da ética é a felicidade - um estado de autonomia vivido em
termos pessoal e social. Definiu dessa forma, o campo para as ações
éticas, pois se o fim indiscutível de toda ação humana é a
felicidade, a tarefa da ética é averiguar como se chega a esse fim.
ETICA, Etimologicamente,
(éthos) hábitos e costumes e (êthos) moradia. Por esse prisma, a
ética visa tornar a moradia um local habitável, bom e produtor de
felicidade. Ou seja, viver bem está relacionado com valores
imprescindíveis e princípios que fundamentem as ações humanas.
As
novas tecnologias, dão facilidades e conforto ao dia a dia e também
alguns problemas, tais como os dilemas éticos. Saber utilizar os
diferentes recursos tecnológicos com consciência, criticidade e
responsabilidade, especialmente na convivência solidária e feliz,
requerem o balizamento das atitudes, escolhas e opiniões, a partir
dos próprios desejos e também dos interesses coletivos.
Há uma tendência natural de
focarmos na ideia de que a tecnologia moderna se restringe ao
computador e sua utilização, nas comunicações, emfim, as redes
sociais. Mas a novas tecnologias estão em todos os ramos e
atividades da vida humana. Desde as questões relativas a saúde,
células tronco, fertilização in vitro, etc passando pelas questões
agrícolas, como os transgênicos.
Contudo,
em breve relato histórico, devemos lembrar que a 5 mil anos, os
egípcios, construíram pirâmides. Na primeira Guerra mundial, o uso
de aviões, teria motivado o suicídio do brasileiro Santos Dumont.
Após a segunda Guerra mundial, cogitou-se a ética nas novas
tecnologias e uso de armas letais em massa, a partir do Tratado
de Não-Proliferação de Armas Nucleares, enfim assinado pelas
grandes potências mundiais em 1968.
O
processo de desenvolvimento da tecnologia e da informação na
sociedade contemporânea é notável. Diariamente temos notícias de
novos produtos mais práticos de se usar e mais modernos. A
tecnologia surgiu do trabalho do homem, do seu esforço de facilitar
a sua vida tornando o seu trabalho menos árduo. As
questões concernentes às novas tecnologias fazem parte do campo de
alcance da ética. Segundo Mario
Bunge, a tecnoética
é o ramo da ética que investiga os problemas morais levantados pela
tecnologia. Trata, das questões que envolvem os impactos ambientais
e sociais dos projetos tecnológicos, da utilização de máquinas e
dispositivos de automação e do uso de recursos das novas
tecnologias.
Na
medida em que os indivíduos refletem e amadurecem questões sobre a
responsabilidade moral e política do homem em relação ao próprio
homem, novas responsabilidades ao nível de outros indivíduos
solidificam-se, assim como a responsabilidade dos profissionais que
operam com tecnologia da informação.
A
cultura brasileira, que costuma priorizar a criminalização,
recentemente criou a Lei
Carolina Dikma,
como instrumento de regulação do uso de novas tecnologias invasivas
na vida das pessoas, tais como a ação dos paparazzis e a divulgação
de materiais sem o devido e prévio consentimento de seus autores.
As sociedades modernas
estão diante de um grande paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que a
tecnologia se faz cada vez mais presente na vida das pessoas, as suas
consequências – muitas vezes imprevisíveis e até mesmo danosas
ao ser humano, estão impondo novas reflexões AXIOLÓGICAS. Dessa
forma, as novas tecnologias também devem ser vistas como dilemas
morais, já que seu uso pode trazer consequências profundas para a
humanidade e para o planeta.
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